Uma bebê de 1 ano e 3 meses foi encontrada sozinha, apenas de fralda, em uma rua de Vila Velha, no Espírito Santo, depois de sair de casa e percorrer cerca de 130 metros durante a madrugada. A criança foi vista por um motoboy, que inicialmente pensou que o vulto na rua fosse um cachorro.
O caso aconteceu por volta de 1h da madrugada de 25 de junho, no bairro Barramares. Câmeras de videomonitoramento registraram parte do percurso da menina e o momento em que o motociclista diminuiu a velocidade ao perceber algo à frente.
Ao se aproximar, o motoboy percebeu que se tratava de uma criança e parou. A bebê chegou a sair da calçada e seguir em direção à motocicleta. Um cachorro pequeno também aparece nas imagens acompanhando a menina durante parte do trajeto.
O motociclista chamou moradores das casas próximas para tentar identificar a família. Uma mulher pegou a bebê no colo e contou que ela estava “gelada e só de fralda”. Os moradores providenciaram roupas, meia e uma coberta para aquecê-la.
Pouco depois, uma equipe da Polícia Militar que fazia patrulhamento passou pelo local e foi chamada. O Conselho Tutelar também foi acionado. A menina não apresentava lesões aparentes e foi encaminhada para uma instituição de acolhimento.
A criança havia percorrido cerca de 130 metros entre a casa de onde saiu e o local onde foi encontrada, sem a companhia de um adulto.
Por volta das 5h50, cerca de quatro horas depois do resgate, a mãe da bebê, de 34 anos, procurou a polícia para informar o desaparecimento da filha.
Segundo o relato apresentado à polícia, ela havia saído por volta da meia-noite para uma festa e deixado a criança sob os cuidados do filho adolescente, de 15 anos. Quando voltou para casa, percebeu que a menina não estava mais no imóvel.
A mulher foi levada para a Delegacia Regional de Vila Velha, autuada em flagrante por abandono de incapaz e encaminhada ao Centro Prisional Feminino de Cariacica. Dias depois, foi colocada em liberdade após audiência de custódia.
Depois do caso, a menina permaneceu em uma instituição de acolhimento enquanto a Justiça analisava a situação da família. Uma tia materna manifestou interesse em pedir a guarda provisória da criança.
Em 3 de julho, a bebê ainda permanecia acolhida e a família aguardava uma decisão judicial sobre a guarda. A mãe, já em liberdade, afirmou que reconhecia a gravidade do episódio e queria voltar a ter contato com a filha. Como o processo envolve uma criança, parte das informações corre sob sigilo.