08/03/2025
Por Cimbaju.com.br / Alan Corrêa
O Volkswagen Tera foi lançado com pompa, ao lado do Fusca e do Gol, dois titãs da indústria. Mas será que ele merece esse pedestal? A Volkswagen parece otimista, mas a história pede cautela.
O Fusca revolucionou o mercado, sobreviveu e vendeu milhões. O Gol dominou o Brasil por décadas. O Tera? Um Polo parrudo com ares de SUV. Compará-los é no mínimo um exagero.
O Fusca não foi apenas um carro, foi um ícone cultural. Criado sob um regime sombrio, sobreviveu ao caos e virou lenda. Já o Gol, feito aqui, foi soberano. O Tera precisa provar seu valor.
O Tera aposta em uma receita segura: plataforma MQB A0, design acertado e pegada aventureira. Mas, enquanto o mundo fala de eletrificação, ele chega a combustão. Um carro para hoje, não para o amanhã.
Se o Tera quiser entrar para o hall dos gigantes da Volkswagen, terá que vender como água, superar rivais e se tornar referência. Por enquanto, ele é apenas uma boa promessa, e nada além disso.
É claro que a VW acredita no seu novo bebê. Mas colocá-lo ao lado de lendas é como comparar um ótimo filme com um clássico imortal. A diferença entre bom e lendário é uma estrada longa.
Talvez a comparação mais justa seja com a Brasília: design nacional, mecânica conhecida e foco na América Latina. Fez sucesso, mas nunca foi um Fusca ou Gol. O Tera parece seguir essa trilha.
O tempo dirá se o Tera se tornará um clássico ou apenas mais um SUV na multidão. Por enquanto, ele é um estreante promissor. Mas querer ser um Gol ou um Fusca? Essa batalha ainda nem começou.