A redução do preço do petróleo no mercado internacional ampliou a diferença entre os valores praticados no Brasil e os preços externos. A Petrobras segue com preços acima da paridade de importação, enquanto refinarias privatizadas aplicam reajustes com maior frequência.
A queda do petróleo no mercado internacional pressiona a política de preços dos combustíveis no Brasil. O diesel e a gasolina vendidos pela Petrobras estão acima dos valores externos, enquanto importadores acompanham a paridade. A estatal pode ser forçada a rever sua estratégia para manter a competitividade.
Pontos Principais:
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) informou que a gasolina no Brasil custa, em média, 3% a mais do que no exterior, enquanto o diesel supera a paridade internacional em 2%. A estatal mantém valores superiores aos praticados no Golfo do México.
A Refinaria de Mataripe, privatizada, segue a política de paridade de importação e ajusta os preços semanalmente. A Petrobras, por outro lado, não altera o valor da gasolina há 240 dias e aplicou um aumento de 6% no diesel há um mês. A defasagem nos preços impacta diretamente a competitividade dos combustíveis importados.

A queda do preço do petróleo, impulsionada pelo aumento da oferta da Opep e pela possibilidade de redução das sanções à Rússia, interfere no mercado global de combustíveis. Essas mudanças podem levar a Petrobras a revisar sua estratégia para evitar perdas de mercado.
A defasagem registrada pela Abicom mostra que a Refinaria de Mataripe apresentou uma diferença de 6% nos preços da gasolina em relação ao mercado externo. No caso do diesel, a diferença foi semelhante à praticada pela Petrobras, indicando oscilações de mercado.
A estratégia de precificação da Petrobras segue sendo monitorada pelo mercado, que avalia se a estatal manterá os preços acima da paridade ou retomará uma política de ajustes frequentes. Importadores pressionam por preços alinhados ao mercado internacional.
A Petrobras se distancia da política de paridade de importação, enquanto refinarias privadas seguem as cotações internacionais. Com o recuo do petróleo, a diferença de preços pode se tornar um fator decisivo para mudanças futuras.
As recentes movimentações do mercado internacional ampliaram o debate sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Especialistas analisam se a Petrobras manterá sua estratégia ou se ajustes serão inevitáveis diante do cenário externo.
O cenário atual reforça a necessidade de acompanhamento constante da política de preços da estatal, que pode ser influenciada pelas mudanças no mercado global de petróleo. A competitividade no setor depende da capacidade de adaptação às oscilações internacionais.