A Chevrolet deu um jeito de deixar o Onix e o Onix Plus ainda mais afiados para encarar o mercado e, claro, atender às exigências do Proconve L8. Com ajustes nos motores 1.0 aspirado e 1.0 turbo, os compactos ganharam mais eficiência e uma pitada extra de potência. As mudanças incluem injeção direta e recalibração eletrônica, tornando os modelos mais econômicos e menos poluentes.
Resumo dos pontos principais
Pontos Principais:
Quando a legislação aperta, a tecnologia precisa evoluir. Foi isso que aconteceu com o Onix e Onix Plus, que precisaram de um “treinamento intensivo” para reduzir emissões sem perder o fôlego. A GM mexeu nos propulsores e deu uma nova calibragem, melhorando a eficiência sem comprometer o desempenho.
O motor 1.0 aspirado recebeu um pequeno mas significativo aumento de potência. Abastecido com gasolina, a cavalaria subiu de 78 cv para 80 cv, enquanto o torque saltou de 9,6 kgfm para 10,2 kgfm. Com etanol, os números continuam os mesmos: 82 cv e 10,6 kgfm.

Mas o grande segredo aqui foi a inclusão da injeção direta de combustível. Isso significa que a mistura ar-combustível está mais precisa, entregando uma resposta mais eficiente e suave. Na prática, o hatch conseguiu um consumo melhor com etanol: na cidade, subiu de 9,3 km/l para 9,6 km/l, e na estrada foi de 11,4 km/l para 11,9 km/l. Com gasolina, a história se repete, melhorando de 13,3 km/l para 13,8 km/l na cidade e de 16,5 km/l para 16,9 km/l na estrada.
Já no Onix Plus, o comportamento foi um pouco diferente. Com etanol, o consumo urbano caiu levemente de 9,3 km/l para 9,2 km/l, e na estrada foi de 12 km/l para 11,8 km/l. Abastecido com gasolina, ele manteve os mesmos 13,5 km/l na cidade e 17,4 km/l na estrada. A aerodinâmica do sedã pode ter influenciado essas pequenas variações.
Agora vem a parte interessante. O motor 1.0 turbo do Onix e do Onix Plus ganhou um reforço tecnológico: injeção direta de combustível. Isso ajudou a otimizar a queima e melhorar a eficiência térmica, garantindo um desempenho mais ajustado às novas exigências ambientais. Com gasolina, a potência subiu de 115,6 cv para 116 cv, enquanto com etanol o salto foi maior, passando de 115,6 cv para 121 cv. Já o torque permaneceu o mesmo: 16,3 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol.
No Chevrolet Tracker, que compartilha esse motor, a calibragem foi diferente, e o torque ficou maior, chegando a 18,3 kgfm. Isso pode indicar que cada modelo recebeu ajustes específicos para seu peso e aerodinâmica.
No quesito consumo, o Onix hatch 1.0 turbo também mostrou evolução. Com câmbio manual e etanol, o consumo urbano subiu de 9,1 km/l para 9,3 km/l, e na estrada foi de 11,1 km/l para 11,7 km/l. Com gasolina, a média melhorou de 13,1 km/l para 13,5 km/l na cidade e de 16,1 km/l para 16,7 km/l na estrada.
Já nas versões automáticas, as variações foram menores. Com etanol, o consumo urbano caiu levemente de 8,3 km/l para 8,2 km/l, enquanto na estrada subiu de 10,4 km/l para 10,5 km/l. Com gasolina, o consumo urbano passou de 11,6 km/l para 12 km/l, enquanto na estrada houve um leve recuo, de 14,9 km/l para 14,8 km/l.
No Onix Plus automático, o cenário se repetiu. Com etanol, a média urbana caiu de 8,6 km/l para 8,5 km/l, e na estrada foi de 11,1 km/l para 11 km/l. Com gasolina, os números passaram de 12,1 km/l para 12 km/l na cidade e de 15,8 km/l para 15,6 km/l na estrada.
As mudanças fazem parte da estratégia da Chevrolet para manter os modelos competitivos e dentro das regras do Proconve L8, que tornou os limites de emissões ainda mais rigorosos. O Onix continua sendo um dos carros mais vendidos do Brasil, e essa atualização pode influenciar a percepção dos consumidores sobre sua eficiência e desempenho.
A concorrência segue acirrada, com diversas montadoras fazendo ajustes semelhantes para se adequar às novas normas. O impacto dessas mudanças no mercado será observado nos próximos meses, mas o Onix e Onix Plus seguem firmes na briga.
Fonte: AutoEsporte e Terra.